quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Ai Pacheco ao que tu chegaste!!!

Não querendo transformar este espaço onde prometi continuar a abordar o que se tem feito em termos de tráfego exponho o seguinte texto.
Hoje ainda em férias li este artigo ao qual faço uma vénia e reporto pois no meu ponto de vista está muito interessante.

Então aqui vai do Macroscopio:
"Desde o Congresso de Guimarães, e até mesmo antes dele, que o sociólogo, politólogo, historiador, político e activo conselheiro de Manuela Ferreira Leite se tem apresentado nos media como o principal "agente imobiliário" de Ferreira Leite junto do eleitorado. A sua persistência em promover pessoal e politicamente Ferreira Leite deixa subentender que Pacheco procura rentabilizar ao máximo um "imóvel em ruínas" num mercado para compradores de classe A, i.é, de elevados rendimentos. E por alguma razão (ou razões) - essa mesma classe A - bem como as classes B e C - não têm feito os seus lances no sentido de "comprar" as propostas políticas de Ferreira leite que são indirectamente as que Pacheco também defende, naturalmente. Daí a analogia do mercado político com o mercado imobiliário e, consequentemente, a baixa descida nas intenções de voto que as sondagens têm revelado acerca de Ferreira leite.
Mas o mais curioso tem sido os argumentos expendidos pelo próprio Pacheco Pereira para justificar essa queda progressiva de Ferreira leite nas intenções de voto. Diz Pacheco, pasme-se, que são os media que têm desenvolvido uma campanha negra contra a Manuela, e que, dessa forma, ajudam o Governo a manter-se à tona. No entender do gúru de Manela são os jornalistas que têm tecido o insucesso de Ferreira leita na arena política em Portugal, e não os seus mais do que evidentes deméritos e incapacidade de liderança - seja no plano da estruturação de medidas realistas como alternativa ao PS que favoreçam a saída da crise em que mergulhámos, seja no plano da comunicação dessa mensagem em termos de opinião pública. Para Pacheco, está montada uma campanha negra em torno da sua líder com o fito de a afundar.
Ou seja, para Pacheco a Manuela não cometeu erros de substância e de forma. Para Pacheco a Manuela apresentou um programa de Governo no qual os portugueses se reviram, ela nunca hibernou e, já agora, também nunca foi oportunista ao colar-se aos sindicatos da fenprof (greve dos professores) e da CGTP em matéria de Código do trabalho. Na esfera da segurança e prevenção da alta criminalidade Pacheco acha que Leite andou bem, com a greve dos camionistas também, com a política económica - obrigando Paulo Rangel a dizer num dia que é contra as obras públicas e no day after dar o dito por não dito - Pacheco também entende que Leite é uma multidão de congruências...
De facto, a realidade não é como Pacheco a pinta, ela tem outros contornos, é povoada de outros factos que constroem outra narrativa em torno da sua líder e que explicam, não com os argumentos falsos de Pacheco, mas com os da própria realidade o rotundo falhanço socioeleitoral de Manuela Ferreira leite à frente do psd. De resto, qualquer militante de base do partido o afirma. Nesta óptica, Leite representou o maior embuste político do pós-25 de Abril.
E porquê?
As razões são múltiplas: em parte porque Leite construíu muito a sua imagem assente na sua autoridade em finanças públicas, obrigando o País a ver nela uma espécie de "Cavaco de saias", firme e dura a negociar, rigorosa e capaz de impôr a Portugal políticas fiscais e outras capazes de equilibrar o nosso crónico défice e, desse modo, endireitar o Estado. Ora, isto, como se provou pelas suas políticas fiscais em 2004, revelou-se um fracasso, saldando-se por meter um garrote ao empresariado no tempo do Governo Barroso.
Depois a respaldar Leite estava a mola presidencial - chamado Cavaco Silva, um amigo pessoal de Leite, com quem ela contou em muitos aspectos, até ao ponto em que começaram a ser contraproducentes. Designadamente a partir do momento em que Leite passou a operar como uma espécie de porta-vox não autorizado de Belém, ficando o País a saber o que Cavaco iria dizer ou fazer em matéria do Estatuto dos Açores, lei do divórcio e noutras matérias em que a Manuela - por atavismo político e alguma estupidez natural - não conseguiu manter reserva sobre tais conversas e matérias. Um desastre, portanto. Ao ponto de Manuela passar a representar um fardo político para Cavaco mais pesado do que o próprio Manuel Joaquim Dias Loureiro, à propos do caso BPN...
Depois porque Leite nas suas intervenções, e sempre que deixava de ler o seu guião escrito pelas fichas de Pacheco, só fazia afirmações verdadeiramente lamentáveis, como aquela do American club, ao defender o regresso da ditadura para facilitar a realização das reformas em Portugal. Mesmo que tenha sido um aparte, denota uma baixa cultura política e democrática - que no conjunto - fazem de Ferreira Leite um quadro impreparado e sem nenhuma vocação para uma função executiva como aquela que exige o lugar de candidato a PM.
Com feito, foram estas razões e não as que Pacheco adianta, que explicam o marasmo do psd e a situação política degradada em que Leite hoje se encontra. Mas o mais curioso em tudo isto, além da equipa de colaboradores de Leite que é verdadeiramente desastrosa, é que Pacheco não hesita em colar os resultados de Leite a uma campanha negra contra a sua líder, e em matéria de Freeport - quando de facto essa campanha negra existe (e até com requintes de malvadez) o mesmo Pacheco (já) não consegue ter elasicidade mental (ou honestidade intelectual) para encontrar aí motivos e razões suficientes para a qualificar da mesma forma, ou seja, uma verdadeira campanha negra.
Daí o sectarismo analítico e político de Pacheco, daí a sua incongruência e falta de honestidade intelectual. Pacheco sabe que a derrota de Leite é, acima de tudo, a certidão de óbito da sua própria actividade enquanto gúru desse grande embuste político chamado Manuela Ferreira Leite.
Será caso para dizer: estão bem uma para o outro. Mas uma coisa Pacheco - para retomar aquela metáfora analógica inicial - não pode continuar a fazer, que é iludir as pessoas tentando vender um T0 sito na Buraca como se tratasse de um T4 na Lapa com vista desafogada para o rio Tejo.
Voltará a não encontrar interessados nessa aquisição e os resultados verdadeiramente desastrosos..."
posted by Macro at 19.2.09

segunda-feira, 3 de agosto de 2009



ALTERAÇÕES VIÁRIAS NOS ÚLTIMOS 40 ANOS NA CIDADE DE LISBOA

Ligado a assuntos de tráfego desde há 40 anos tenho acompanhado o pensamento e obra de vários intervenientes na matéria, tanto os simples feitores iluminados que alguma vez tiveram a oportunidade de poder servir o utilizador da via, nomeadamente nas cidades, como de alguns Presidentes de Câmaras e alguns projectistas.

Este tema em geral será o motivo desta aproximação aos que me “visitarem”. Interessam-me assuntos sobre obras viárias que fui vendo pelo país fora, desde a delapidação viária da linda Av. da República dos anos 70 (era idêntica à ainda Av. da Liberdade), ao disparate de transformar o seu eixo central para se criar um anedótico corredor bus em pisca pisca; a implantação de grandes cilindros de betão para evitar que os veículos não estacionassem nos seus passeios, hoje substituídos pelos não menos detestáveis marcos que tornam qualquer obra mais cara e que poluem o ambiente.

Tudo isto me doeu enquanto cidadão e enquanto feitor a quem deram oportunidade de fazer algo pelo utilizador da via mas de nem sempre poder contrariar o movimento errático da época.

Nos anos 70, os peões ainda eram o elo mais fraco da via pública!
Começaram a dar-se os primeiros passos para que o peão tivesse algum direito sobre a via, normalizaram-se cotas mínimas para os caminhos pedonais, etc, etc. Mas a prioridade era (e ainda é) resolver a situação de tráfego de veículos automóveis.
Compreendia-se que assim fosse pois, pudera, as ruas de Lisboa com excepção da baixa do Sr. Marquês de Pombal e das chamadas Avenidas Novas, ainda tinham características de azinhagas, como aquelas em que circulavam as carruagens puxadas a cavalo quando se dirigiam a Sintra a Caneças, ao Norte ou ao Alentejo nos anos 40.

Vejam que com a expansão da zona da expo 98 quantas azinhagas que existiam foram destruídas.

· Para que fosse feito o primeiro corredor bus, foi preciso deitar prédios abaixo na estrada de Benfica;
· Para que fosse possível circular-se na maior parte das ruas de Lisboa foi necessário implementar, em 50% das ruas, sentidos únicos! Continuou-se, no entanto, a construir edifícios sem lugares para estacionamento, ou este dava lugar a mini e super mercados ou áreas de arquivos.
Não penso cometer nenhuma informalidade se contar uma situação que vivi nos anos 70:
- Um dia analizei um pedido duma entidade pública para que lhe fosse concedido um espaço na via pública, para 50 viaturas, na rua onde se situava um ministério para quando houvessem reuniões importantes.
Fazia parte da minha análise verificar quais eram as condições do requerente na sua propriedade. Verifiquei então haverem 3 pisos de estacionamento ocupados com arquivos! Os moradores iríam ficar sem estacionamento na via! ...

Nos anos 90 continuou-se a beneficiar o automóvel e não tendo ainda os projectistas conquistado para o peão 50% de direitos que desde essa altura já defendia para qualquer projecto, surgiu a tentação de reservar para os carros espaços deixados para jardins e baldios, sem se pensar por exemplo em silos na vertical.
Ainda assim com todo o dinheiro mal gasto a fazer estacionamento na via pública e não se fazer o mesmo no espaço dos condomínios. Temos o resultado à vista: passeios que nem sequer dão para colocar o mobiliário urbano, não dão para que os peões se cruzem com facilidade.
Há como maus exemplos desta urbe recente Telheiras e Quinta da Luz e muitos outros projectos aprovados no planeamento de muitas câmaras deste país.

Continuamos a ter exiguidade de estacionamento nas ruas de lisboa, o que agrava a velocidade de circulação que deveria rondar sempre os 40 kms para que a cidade pudesse funcionar sem os males inerentes à pouca velocidade como por ex o CO2.
Assim e dado existirem estes contratempos nesta cidade, como noutras, defendo para o ano de 2010:
· as vias têm de servir para arrumar as viaturas duma forma provisória, só com pintura, evitando a obra física porque nunca é definitiva e é mais cara;
· as soluções a encontrar devem permitir sempre, uma faixa de rodagem a correr, sendo preferível em contraste com o termos vias de 4 faixas e sem estacionamento e por vezes sem passeios (caso da av Colégio Militar), nem zonas para cargas e descargas e tomada de passageiros.
E vê-se tanto disso por aí!!!

domingo, 2 de agosto de 2009

A POLUIÇÃO NO GLOBO E NÃO SÓ... ESPREITA!

Antes de escrever sobre o tráfego nas cidades,não quero deixar de vos mostrar esta www interessante sobre a poluição no planeta.


http://www.breathingearth.net/